2 de outubro de 2013

feitio


Sei que tenho um feitio complicado. Mas o problema não é esse. É que só me lembro que o tenho quando já não é preciso e quando já não posso fazer nada para o melhorar. Às vezes gostava de conseguir acalmar, gostava que o meu coração não reagisse logo aos acontecimentos, mas é tão impossível. O orgulho dá cabo de mim, de ti, de nós! Devia ser mais benevolente contigo e connosco de modo a que muitas vezes não arranje discussões, mas é sempre tão difícil. Quando penso em ti a primeira coisa que me vem à cabeça é “e se te perco?”, e a partir daí parece que o meu cérebro bloqueia e não consigo fazer mais nada. Além disso, é nestes momentos que penso que se com as minhas atitudes já te fiz arrepender de tudo o que passaste comigo, e se já te fiz arrepender de um dia te teres cruzado comigo. Não sei. Às vezes passam-se-me coisas esquisitas pela cabeça e começo a criar mil e umas histórias das quais ninguém se ia lembrar de imaginar, como sempre dizes, penso demais. Mas é o medo. É o medo a falar por mim. Eu não sou de ferro, tenho sentimentos. Além disso tenho demasiada gente, mas às vezes é mesmo como me sentisse sozinha e te tivesse só a ti, sabes disso melhor que ninguém. E eu não me importo que assim seja, aliás, tu vales por muitos. Valias...