7 de julho de 2015

alone

Parece que dois meses depois, tudo me acertou como se fosse um tsunami e sinceramente não onde fui parar, pela sensação ou enterrei a cabeça na areia ou fiquei presa pelas pernas de cabeça para baixo. Mas desconfio que o meu cérebro se tenha afogado porque pelo escorregar de pensamentos, tudo na minha cabeça anda à deriva. 
Quando venho a casa está tudo no mesmo lugar, quieto e em silêncio, igual, como eu deixei de cada vez que fecho a porta e vou acabar o que me falta. Já não ouço o chamar o meu nome a toda a hora ou o "vem aqui". E mais uma vez, o desespero acerta-me e puxa-me para baixo como se eu me fosse afogar nas minhas próprias lágrimas. Volto a dar uma volta a casa, procuro-te em cada canto, porque não estas na tua cadeira na cozinha? Porque é que não me respondes? Onde estas?
Mais uma vez só silêncio, páro e tento conformar-me que não estás aqui e que não vais voltar a estar aqui, comigo, na nossa casa. Mas porquê? Porquê?
Eu sempre tive medo de ficar sozinha, sabes, só nos tínhamos uma à outra e eu mesmo sabendo que um dia ia ficar sozinha, nunca pensei que realmente existiria esse dia, nunca achamos. Agora mãe, ando aqui perdida, cheia de uma casa vazia e contínuo a procurar por ti, sabes quantas vezes te liguei a não atendeste? Eu eu ligo outra vez e fico à espera que me atendas ou retribuas, mas depois volto a casa e lá está o telemóvel naquela gaveta da cozinha com as minhas mensagens e chamadas e tu já não estas cá para as ler.
Nunca pensei que a dor, a falta, o medo moessem tanto a alma desta forma, sei que tenho que me recompor, mas não sei quando o vou conseguir. Até lá acho que espero por ti, porque eu estou sempre à espera que voltes, porque não consigo acreditar que me deixaste sozinha!

21 de janeiro de 2015

episodes

Apetece-me focar em episódios e episódios sem fim, focar em qualquer coisa e ter espetativas que tudo o que está dentro de um episódio pode ser realmente a realidade de alguém. Mas, tento utilizar esta técnica para acontecimentos indesejados da minha vida durante o dia, desde o caminho entre os andares e os corredores, como a subida e descida dos elevadores enquanto existe tanta gente a espera para o mesmo. A jornada tem sido difícil até aqui e cada vez mais difícil se torna quando caminhamos todos para o fim. Cada vez é mais insuportável qualquer dor que faça buraco no mesmo sítio, pois vai sendo uma ferida cada vez mais funda e cada vez é mais complicado de sacatrizar ou até nunca será possível que tal aconteça. Quando me lembro destas coisas tento não pensar muito em mim e lembro-me da minha mãe que passa 86400 segundos por dia naquela cama sem poder muito sair dali ou sequer mexer-se demais. Aí tenho medo, tenho muito medo e o buraco da ferida fica ainda mais fundo como se atravessasse o meu corpo de um lado ao outro só de pensar que é a única pessoa que tenho no mundo e posso perdê-la. Afundo-me mais uma vez nestes pensamentos e na tristeza que tem vindo a ser arrastada ao longo dos anos, entre a morte do meu pai e as infinitas doenças da minha mãe acabo por perceber que vou ficar sozinha no mundo mais depressa do que tive tempo para pensar em tudo o que se passou na minha vida até ao ultimo pormenor.
A angústia de viver o tempo todo com o medo de viver sozinha vai acabando comigo aos poucos e saber que pior do que isto ainda esta por vir consome-me.
Enquanto isto tento parecer uma pessoa feliz, uma pessoa normal que nunca passou nada na vida e esta a descobrir tudo à medida que o tempo passa, mas nada disto é verdade já sei a parte má da vida, não sei tudo, mas parte dela, mas ninguém me leva a sério e sou tratada como se tivesse ainda os meus 6 anos e que não compreendo nada a minha volta. E enquanto as pessoas me vão tratando assim ninguém me pergunta como estou, o que sinto, toda a gente pensa que tenho que ser forte, aguentar tudo, engolir e sorrir como se nada se passasse, então eu faço essa ultima parte, sorrio enquanto o meu coração vai desacelerando aos poucos e é como se alguma coisa se estivesse a partir dentro de mim, como um espelho, e é impossível colar todos os pedaços um por um.
Então, pego noutra série e vejo outro episódio, pois tudo o resto vai ficar igual.

25 de novembro de 2014

while



No meio de tantos trabalhos, do <h1>html</h1> e de mais mil e um sites, o meu tempo vai-se esgotando entre o bloco de notas e o prestashop, como uma acendalha dentro de uma chama. isso leva a que até os meus pensamentos se cruzem e se troquem todos, sinto-os a entrelaçarem-se principalmente, o que leva à confusão total de sensações dentro da minha pele que nem eu própria sei descrever, se é que isto tem descrição possivel para o real.Apercebi-me tristemente, que as pessoas não têm tempo, como eu não tenho, mas que há pessoas que não têm tempo para o que não querem e deixam arrastar tudo e mais alguma coisa à espera que chegue o dia em que esses assuntos mal resolvidos até à última corram atrás deles como sombras, à espera que esses assuntos venham cobrar as dívidas. As vezes, pergunto-me se essas pessoas aparecem na nossa vida para empatarem certos pontos focais quando estamos literalmente entulhados em trabalhos sem fim, fazem com que a nossa paz interior desapareça, como se já não bastasse o tanto estudo para criar isso. 

Mas, como dizia Albert Einstein,"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."


11 de novembro de 2013

raiva .



A raiva apoderou-se de mim e como é normal a melhor forma de descarregar essa raiva é escrever "hdcgyuedajhfsjklueçiruopfçb.lkmcç0-dpk0rjli6kuhgw", mas porque carga de água é que as pessoas fazem tanta merda e não são felizes? estou cansada da porcaria das confusões, do medo e do "não sei" com tanto egoísmo que elas próprias nem têm tempo para reparar. É merda, atrás de merda e cheguei ao limite dos limites do que é perdoável. As minha melhores amigas é que têm razão está na hora de seguir uma nova etapa, está na hora não de virar o capitulo mas sim de queimar o livro, sem olhar para trás, vai custar como tudo, mas tudo do nada é melhor que esta merda.
Mas porque é que eu não consigo seguir a minha vida e deixar para trás tudo o que me magoa? Porque é sou mais magoada do que ao que gosto e continuo no mesmo ciclo vicioso que me consome a alma? Porque razão sou tão BURRA ao ponto de ainda estar a pensar nisto.

Lavem-me a alma e ressuscitem-me o cérebro, por favor!

2 de outubro de 2013

feitio


Sei que tenho um feitio complicado. Mas o problema não é esse. É que só me lembro que o tenho quando já não é preciso e quando já não posso fazer nada para o melhorar. Às vezes gostava de conseguir acalmar, gostava que o meu coração não reagisse logo aos acontecimentos, mas é tão impossível. O orgulho dá cabo de mim, de ti, de nós! Devia ser mais benevolente contigo e connosco de modo a que muitas vezes não arranje discussões, mas é sempre tão difícil. Quando penso em ti a primeira coisa que me vem à cabeça é “e se te perco?”, e a partir daí parece que o meu cérebro bloqueia e não consigo fazer mais nada. Além disso, é nestes momentos que penso que se com as minhas atitudes já te fiz arrepender de tudo o que passaste comigo, e se já te fiz arrepender de um dia te teres cruzado comigo. Não sei. Às vezes passam-se-me coisas esquisitas pela cabeça e começo a criar mil e umas histórias das quais ninguém se ia lembrar de imaginar, como sempre dizes, penso demais. Mas é o medo. É o medo a falar por mim. Eu não sou de ferro, tenho sentimentos. Além disso tenho demasiada gente, mas às vezes é mesmo como me sentisse sozinha e te tivesse só a ti, sabes disso melhor que ninguém. E eu não me importo que assim seja, aliás, tu vales por muitos. Valias...


23 de setembro de 2013

fake.

Observo tudo, muita coisa fica retida na mente e pouco a pouco junto tudo e calo-me. Vejo pessoas a ameaçar largar outras e no minuto a seguir estão bem, depois, mais dia, menos dia voltam ao mesmo e é incrível como as pessoas passam a vida a dizer "vou deixa-lo" e acobardam-se sempre ao fazê-lo. Tudo bem, porque o amor é mais forte e, bullshit. As pessoas deviam tomar uma atitude, aceita-la pelo menos durante um tempo, ate que as coisas assentem e percebam que aí sim, o amor é mais forte. Agora, espaço para cá, de dois dias, mais umas horas e volta, e vai e volta só desgasta as relações, as pessoas ficam tão confusas que não entendem o que realmente sentem, não têm o "bastante" espaço para poderem sentir tudo e pensar em tudo, sem que haja um vai-vem repentino que sinceramente estraga tudo!
Existem pessoas que estão destinadas a ficar com outras, mas muitas é óbvio que ´perda de tempo! No meu caso, o destino que decida, não acho que é perda de tempo, mas aceitei a minha decisão até que "alguém" a mude, quando tiver o suficiente para voltar.


16 de setembro de 2013

Tentação

Tu nunca saberás o que se vai passar amanhã, ou daqui a umas horas, mas ás vezes passas o dia ansioso que quase de certeza vai acontecer o que pensas que vai acontecer, mas juntas todas as tuas forças para resistir á tentação.
Eu hoje ando assim, cheia de vontade de te procurar, de dizer que te adoro e que odeio esta distância que ficou. Sinto saudades dos nossos olhar e o quanto estas saudades me matam.
Mas tenho de saber resistir á tentação.

13 de setembro de 2013

tempo.


Doze dias, quatro horas e cinquenta e seis minutos que já lá vão, desde que acabou...
Se calhar nem todos os textos deviam ser piedosos e temerosos, nem com a grande dor que sinto, na realidade até passamos bons momentos, fomos grandes companheiros, rimos de coisas tristes e discutimos por coisas estúpidas, mas a verdade é que não vivíamos um sem o outro.
Tenho saudades, de gozares comigo por ser distraída, saudades de pousares os olhos em mim, assim, sem palavras, simplesmente só o teu olhar meigo.
Eu sei que vou ter de viver sem ti e que o consigo, como é óbvio. Estamos numa altura em que o amor morre, quando já ninguém morre de amor não é verdade? E lá está, eu vou conseguir viver sem ti, mas não queria.
Bem, o tempo. É tudo o que nos resta, se não nos resta mais nada.

7 de setembro de 2013

orgulho .


Ela fumava o pensativo cigarro, enquanto desesperava. A realidade ė que ele não falou  a noite toda ao lado dela.. Manteve-se estável apoiado no seu orgulho como se nada o afectasse. Quanto isso a alma dela era consumida pelas chama do inferno, o medo aterrorizava-a completamente, afinal de contas ela amava-o e aquele tempo significou uma vida para ela e para ele ė como não tivesse acontecido nada naquele enorme espaço de tempo em que estiveram juntos.
Pelos vistos, não é a dor que é cruel, é o amor que rasga a pele.